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SAÚDE

VARÍOLA DOS MACACOS: em uma semana, número de casos em Pernambuco quase dobra

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FOTO: GETTY IMAGES

Os números de casos da varíola dos macacos estão crescentes em Pernambuco. Se na semana passada, a Secretaria Estadual de Saúde divulgou sete casos confirmados, nesta segunda-feira (8), a SES-PE informou que a quantidade de pessoas infectadas pelo vírus monkeypox saltou para 13. Ou seja, quase que dobrou em sete dias.

O Centro de Informações Estratégicas de Vigilância à Saúde (Cievs-PE) contabiliza, até o momento, 47 notificações, sendo 33 casos que ainda estão em investigação, 13 confirmados e um caso que foi descartado. Dos 13 pacientes que tiveram confirmação laboratorial para o vírus, oito são residentes no Recife, dois em Jaboatão dos Guararapes, um em Paulista, além de dois casos de outros estados, Rio de Janeiro (1) e São Paulo (1).

As faixas etárias desses 13 pacientes são: 20 a 29 (6), 30 a 39 (4) e 40 a 49 (3). Todos são do sexo masculino. Dos confirmados, todos estão em isolamento domiciliar.

De acordo com o Cievs-PE, as 33 pessoas que estão com suspeita de varíola dos macacos e têm seus casos em investigação, são residentes nos municípios de Recife (11), Limoeiro (5), Pesqueira (3), Paulista (2), Abreu e Lima (2), Araçoiaba (1), Camaragibe (1), Gameleira (1), Ipojuca (1), Jaboatão dos Guararapes (1), Petrolina (1), Olinda (1), Timbaúba (1), Inajá (1) e São Paulo (1).

Já as faixas etárias desses pacientes são: 0 a 5 (1), 10 a 19 (7), 20 a 29 (9), 30 a 39 (9), 40 a 49 (5) e 50 a 59 (2), sendo 26 do sexo masculino e 7 do sexo feminino. Os casos notificados estão sendo acompanhados pelas equipes de vigilância epidemiológica municipais.

Apesar do aumento de número de casos da varíola dos macacos no Estado, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) afirmou, através de nota, que “não há evidências de que Pernambuco registre a transmissão local da Monkeypox”.

Ainda segundo a pasta, em todos os casos confirmados, as equipes de vigilância conseguiram identificar vínculo epidemiológico entre os pacientes e pessoas que apresentaram histórico de viagem e/ou que se deslocaram para fora do Estado, em locais que já confirmaram transmissão autóctone da doença.

As amostras coletadas estão sendo encaminhadas para o Laboratório de Enterovírus da Fiocruz/RJ, referência para o diagnóstico da Monkeypox, e para o Laboratório Central de Saúde Pública de Pernambuco (Lacen-PE).


Do JC Online

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