FRANCISCO ALEXANDRE
A caminho da regressão civilizatória
Por Alexandre Piúta
Entre as definições de disrupção estão: rompimento, ruptura e interrupção do curso natural. Olhando para o mundo atual é fácil concluir que vivemos um momento de desregulamentação, de inversão de valores, de culto ao absurdo, incentivo ao ódio e às coisas bizarras, onde valores humanos são postos de lado e tudo se justifica para a prática de discriminações, perseguições e preconceitos.
No quesito estupidez podemos catalogar guerras como a da Ucrânia e Rússia que já dura mais de três anos, ou os ataques diários ao povo palestino por mais de um ano, vitimando mais de 50 mil pessoas por Israel, sendo 70% mulheres e crianças, como medida de represália ao ato criminoso do Hamas que matou mais de 1400 israelenses.
Nas redes sociais, que revolucionam os tempos modernos, reinam a selvageria e o vale tudo de terra sem lei, sem regras, por meio de redes (empresas) controladas por bilionários que desejam comandar, controlar, manipular e estabelecer a desordem, onde valores não existem. Bilionários que acham que tudo é permitido, sem limites, sem filtro, sem respeito a quem quer que seja, até mesmo às leis que regem as nações.

A caminhada regressiva da civilização segue firme com a tomada de poder em muitos países por governos que atentam e ameaçam a democracia. A mais impactante aconteceu na última semana com a posse do novo presidente americano, Donald Trump, que, como prometido, no seu primeiro dia de poder assinou uma série de decretos eliminando direito sociais, das mulheres, dos negros, adotou ainda medidas repressivas contra imigrantes, mais a quase proibição do direito à livre decisão de orientação sexual pelas pessoas naquele país.
Os tempos são sombrios e levam o mundo a flertar com retrocessos que se pensava não ser possível acontecer. E, tudo isso acontece sob o controle dos donos de redes sociais, que controlam o que difundir e como impulsionar a desinformação por meio de algoritmos capazes de selecionar dados pessoais, relações sociais, costumes, e desejos de populações inteiras, numa corrida que não se sabe como será possível deter a escalada autoritária e anticivilizatória que desafia governos e a própria sociedade e, mais que isso: será necessária a força organizada da população e entidades da sociedade civil para se opor ao poder dos poucos que detêm o controle dessas redes.
Francisco Alexandre – Piúta
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