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ECONOMIA

Banco Central cancela milhões de chaves Pix por irregularidades cadastrais

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O Banco Central (BC) excluiu 18,4 milhões de chaves Pix de pessoas físicas e jurídicas nos últimos dez meses, conforme dados apurados até 20 de dezembro. A ação, que superou as estimativas iniciais da autoridade monetária, visa fortalecer a segurança do sistema de pagamentos instantâneos e combater fraudes.

A medida afetou 9,1 milhões de brasileiros, cujas chaves Pix estavam vinculadas a CPFs suspensos, nulos, cancelados ou de titulares falecidos. No segmento corporativo, 5 milhões de chaves foram canceladas, sendo 3,4 milhões delas pertencentes a empresas com CNPJs em situação irregular na Receita Federal. A orientação para essa limpeza cadastral foi emitida em março, com foco em coibir golpes e não em inadimplência tributária.

Reforço na segurança do Pix e combate a fraudes

A avaliação do Banco Central indica um impacto positivo da medida, embora não seja possível quantificar o número exato de fraudes evitadas. A limpeza da base de dados dificulta a ação de criminosos que utilizam chaves com grafia similar a nomes de empresas legítimas para aplicar golpes, um problema que representava uma parcela significativa dos casos.

Nos últimos meses, diversas ações foram implementadas para fechar vulnerabilidades. O Banco Central, por exemplo, excluiu de forma definitiva 33 instituições e suspendeu outras sete cautelarmente por fragilidade na gestão de risco de fraude. Além disso, 31 instituições não autorizadas têm até o dia 3 de março de 2026 para se adequarem às novas regras e encontrarem um parceiro direto do Pix, sob pena de exclusão.

Novas ferramentas e regulamentações para o sistema de pagamentos

Para 2026, o Banco Central prevê a introdução de novidades na agenda de segurança do Pix. A equipe técnica trabalhará no desenvolvimento de um “score” de probabilidade de fraude, utilizando técnicas de inteligência artificial e machine learning. Este indicador, que deve entrar em operação em 2027, subsidiará as instituições financeiras na decisão de prosseguir ou não com uma transação.


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