SAÚDE
Cuidado, câncer: O daroxonrasib chegou
O ASCO, o maior e mais influente congresso de oncologia clínica do planeta, recebeu um estudo inédito: o resultado da última fase do comprimido daraxonrasib para o tratamento de câncer de pâncreas — considerado de difícil tratamento.
Para se ter ideia, nos EUA, das cerca de 60 mil pessoas diagnosticadas por ano, 50 mil morrem. No Brasil, são 13 mil novos diagnósticos anuais com aproximadamente 12 mil mortes.
Os resultados foram impressionantes e receberam aplausos em pé da plateia — algo incomum em eventos do tipo. Na prática:
Metade dos pacientes viveu mais do que 13,2 meses com o comprimido contra 6,6 meses com quimioterapia.
Ao mesmo tempo, o risco de morte caiu 60%.
31% dos pacientes que tomaram o comprimido tiveram redução mensurável do tumor, contra 11,2% no grupo de quimioterapia.
🔬 O estudo aconteceu por meio de um ensaio clínico randomizado de fase 3 — o mais rigoroso da medicina. Os resultados foram considerados finais.
O que acontece agora?
O próximo passo é a aprovação regulatória, após análise dos dados pela FDA. Por lá, ele já está disponível para casos terminais sem outras alternativas de tratamento. Enquanto isso, ainda não há uma perspectiva de chegada concreta por aqui.
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