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COLUNA ENSAIO GERAL: A MORTE DA MALU

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*Por: Alexandre Tenório


A única certeza 100% verdadeira é que todo ser vivo um dia vai morrer. Embora a humanidade lide com isto desde o início dos tempos, ao morrer um ente querido nós sentimos sua morte.

Quando eu me refiro a um ente querido, estou me referindo não só um ser humano mais todo ser vivo que convivemos e que nós dar alegria (gato, cachorro, papagaio, tartaruga, cavalo…).

Neste dia 22 de setembro de 2022 a minha família sentiu esta dor. Há 10 anos atrás entrava nas nossas vidas uma cachorrinha poodle, pretinha. Eu já tinha decretado que não queria mais cachorro lá em casa, pois, tinha perdido um grande amigo, um cachorro da raça “boxer” que chamávamos de “Argos”, devido à idade, ele desenvolveu um câncer no aparelho reprodutor, e eu como veterinário, dei toda a assistência que poderia dar, porém o sofrimento dele foi muito grande, e vendo um amigo que eu tinha há 15 anos ir embora sem eu poder fazer nada, me fez decretar que não queria mais cachorro em casa. Uma coisa que a natureza errou, é dar um período de vida muito curto aos cachorros (15 anos).

A nossa cachorrinha foi colocado o nome de Malu, toda vez que nós chegávamos em casa ela corria para nos receber, era uma alegria. Por mais que eu tivesse resistência a chegada de um cachorro lá em casa, com pouco tempo ela me conquistou. Lembro-me que eu deitava no sofá e colocava os chinelos no chão, quando menos esperava aquela coisinha pretinha peluda pegava um dos chinelos pela boca e sai em disparada para esconder.

Neste dia 22 de setembro de 2022 ao cair da tarde, ao abrir a porta da frente da nossa casa ela sai, porém neste instante vinha um carro e a atropelou. Fui avisado imediatamente e ao chegar em casa, encontrei-a deitada sem movimento, os olhos tristes, fiz a apalpação nas patas traseiras e na coluna e não constatei nada quebrado, tentei coloca-la de pé e ela ficou um pouquinho e depois deitou, então decidi leva-la para a doutora Amanda, ela fez as apalpações e também não constatou nenhuma quebradura, fez a medicação e mandou eu olhar se ela apresentava sangramento tanto o trato intestinal como no urinário.

Comecei a hidratar ela com água de coco, e deixei ela na sua caminha, ela sempre quietinha com um olhar de quem não estava entendendo nada. Três horas da manhã acordei e fui olhar ela, para meu espanto estava saindo junto com fezes muito sangue, foi aí que eu constatei a gravidade da situação, ela não tinha quebrado nada, porém teve hemorragia interna, entrei imediatamente com um coagulante e ao acordar pela manhã constatei que o sangramento tinha diminuído, dei outra dose do coagulante, e quando foi mais tarde levei-a para a doutora Amanda, expliquei o caso e ela pediu para que ela ficasse internada.

Neste momento a minha esposa e as minhas filhas estavam muito apreensivas, porém eu sempre animava dizendo que ela ia ficar boa, porém sabia da gravidade do caso. De tardezinha fui ter com a doutora e ela me explicou que o caso era muito grave e que eu deixa-se ela passar a noite na clínica para melhor ela ser medicada e ficar em observação.

Pela manhã as 10 horas fui ter com a doutora, então ela me disse que, logo depois que eu sai Malu teve uma parada cardíaca e tinha morrido, eu procurei o chão e não encontrei, foi mesmo que me dar um machadada, fiquei sem ação, então pedi a ela o custo da internação paguei e disse que logo eu vinha pegar o corpo.

O grande problema agora era dizer a família que Malu tinha morrido, então resolvi pegar o carro da loja, ir até a clínica pegar o corpo que estava dentro de uma caixa de papelão e levei para casa para ser enterrada, enterrei embaixo de um lindo pé de tamarindo eu fiz a sua cova, tirei ela de dentro da caixa, e vi que ela parecia estar dormindo, coloquei ela dentro e cobri com terra e depois coloquei pedras cobrindo todo o pequeno túmulo.

O grande problema agora era dar a notícia a família, fui dando aos poucos, dizendo que dificilmente ela ia sobreviver, e quando dei a notícia final, a tristeza tomou conta de toda família e de todos aqueles que conviveram com ela.

Dois dias depois da sua morte, fui para a varanda e comecei a lamentar a sua morte precoce, porém em um determinado momento, eu me dei conta de que deus nos deu a felicidade de ter ela por 10 anos. Porém uma coisa é certa, ela vai fazer muita falta lá em casa.

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