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Conscientizar sobre escassez de água é o caminho para preservar mananciais
Entre os dias 02 e 15 deste houve a Conferência Mundial sobre o Clima COP25 na cidade de Madrid de onde, mesmo com dificuldades saíram resoluções sobre a importância de conscientizar a população e de medidas para preservar o meio ambiente. Participaram do evento 200 países num sinal de que apenas que tentam reescrever a história negam a necessidade de medidas para proteger e recuperar áreas degradas, diminuir a poluição e preservar nascentes e cursos d’água.
E é sobre preservação de nascentes e cursos d’água de Bom Conselho que é preciso pensar com urgência. Há mais de uma década, após visitar mananciais de Bom Conselho, falei pela primeira vez sobre a necessidade de se discutir a preservação das nascentes na região da mata.
Quem anda no interior do município observa o nível de desmatamento em toda região. Observa quantas nascentes se tornaram intermitentes, pequenos rios que jorravam o ano todos param no período mais seco e outros já pararam definitivamente. Mas, mesmo diante dessa realidade, é comum expressões apenas de desejo de solução a partir da ação divina, como se todos não fôssemos partes responsáveis por encontrar solução.
Em mais de uma oportunidade discuti sobre as nossas limitações e necessidade de haver convencimento sobre a preservação e recuperação das áreas no entorno das nascentes da região da mata. Conscientização que precisa também ser do poder público, a partir de ações capazes de demonstrar o benefício para todos os envolvidos, bem como o nosso compromisso com as gerações futuras.
A discussão sobre preservação e recuperação da cobertura de mata que já tivemos deve ser a partir de dados racionais, lógicos e da demonstração de que as técnicas atuais permitem preservar sem prejudicar ou diminuir a capacidade produtiva das áreas. Ou seja, trabalho de convencimento sobre a necessidade de se reflorestar os entornos das nascentes, a partir do convencimento de que se nada for feito a possibilidade real é de, em pouco tempo, termos falta de água também na região que ainda é o manancial da cidade.
Pensar medidas de preservação é uma essencial para todos de nossa cidade, pois não é razoável conviver numa região com seguidos períodos sem chuvas, com escassez sem considerar medidas para manter o que ainda existe. É necessário ainda o envolvimento do poder público para liderar campanhas, realizar avaliações técnicas ou propor campanhas e reuniões de conscientização sobre a utilização racional e recuperação das fontes ainda existentes.
Piúta
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