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Frentes frias se aproximam do Brasil podendo ocasionar temperaturas quase negativas
A transição do mês de maio e junho reserva a mudança do clima seco para o frio devido às estações do ano presentes nesse período: o outono e o inverno. Existe uma expectativa de três frentes frias passarem pelo Brasil nos próximos dias que deve predominar no Sul do país.
Antes dessa frente fria chegar, a meteorologia indica que haverá primeiramente um aumento de temperatura em grande parte do centro-sul do Brasil, mas com a chegada da frente fria, esse cenário muda, como explica o meteorologista, Mamedes Luis Melo.
“As condições de tempo indicam e projetam a chegada de uma frente fria para o final de semana e início da semana que vem pela região Sul do Brasil. Atrás dessa fria, um ar frio de origem polar, vai fazer a temperatura cair especialmente no RS. Já em SC em direção ao Paraná, até mesmo MS, e sudoeste do MT, a temperatura vai cair, mas devido a condição de nebulosidade que vai estar intensa e provocando chuva”.
O meteorologista destacou que se esse cenário vier a se confirmar a condição é de que para o RS na semana que vem depois dia 14 é que a formação de geada. A possibilidade de geada será muito forte, ou seja, há condição dessa geada ser fraca a moderada já que essa massa de ar polar é bem tensa, porém é claro deve passar rápido pelo Sul do Brasil.
Temperaturas extremas, tanto quentes quanto frias prejudicam direta e indiretamente diversos setores de produção no país e no mundo, como por exemplo a agricultura, que em condição de extremo frio sofre diversos prejuízos, desde a perda na produção agrícola até inflação na economia do país.
Esses aspectos negativos do clima afetam diretamente na questão do preço final dos produtos ofertados, como explica o economista especialista em agro, Alessandro Azzoni.“O frio intenso ele atinge a questão de destruição praticamente de lavouras de hortifruti, pois o gelo acaba queimando com a questão do congelamento do orvalho e na questão da produção dos grãos ela também afeta porque ela acaba também queimando as suas produções. Toda redução, quebra ou perda de safra, não importa o setor impacta diretamente no preço final da commoditie, porque você tem uma redução de oferta’.
O economista lembrou que se os produtores tiverem uma perda substancial, que comprometa mais de 50% da sua produção, praticamente inviabiliza todo o plantio do ano e destaca os prejuízos financiamentos que podem vir a se acumular, podendo ocasionar a saída de mercado deste produtor. Para a economia, pode-se ter um impacto negativo na inflação, podendo haver alta nos produtos hortifruti, como hortaliças e vegetais, afetando diretamente o bolso dos consumidores.
Fonte: Brasil 61
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