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“Mais de 90% dos jornalistas brasileiros são de esquerda”, afirma analista político

Ex-repórter de veículos como Globo, Estadão e Veja explicou como isso muda o cenário no debate público.

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O quanto a posição política de um jornalista influencia um país? Para Carlo Cauti, isso transforma o debate público.  Jornalista e  cinentista político italiano, ele é radicado no Brasil e professor de Geopolítica.  

Durante uma conversa com convidados especiais, o ex-correspondente da rádio RMC, de Mônaco, apontou que as inclinações políticas desses profissionais acabam afetando o cotidiano da população.

  • Carlo Cauti é um dos professores da Certificação em Ciências Políticas Cartas na Mesa, promovida pela Brasil Paralelo.

Carlo afirmou que 94% dos jornalistas brasileiros são de esquerda. Um estudo de 2022 possui dados semelhantes. Segundo a pesquisa::

  • 81% dos jornalistas se identificam como de esquerda;
  • 52,8% como de centro-esquerda;
  • 2,5% como centro-direita;
  • 4% como de direita;
  • 0,1% de extrema-direita;

Cauti destacou a relevância desses dados, explicando que “é o jornalista que conecta a sociedade com os políticos.” 

Devido à distância de Brasília, os parlamentares muitas vezes não têm contato direto com os desejos da população. Assim, a mídia serve como um termômetro para as deliberações no Parlamento. 

Um exemplo mencionado pelo entrevistado foi o Projeto de Lei apelidado de PL da Censura, conhecido nos grandes veículos como PL das Fake News. 

Baseados no que a mídia divulga, parlamentares podem ter sido levados a acreditar que se tratava de uma demanda de seus eleitores. Contudo, as pessoas se mobilizaram nas redes sociais para deter o projeto:  

Perda de credibilidade

O professor também mencionou a queda de qualidade da informação de vários veículos da imprensa tradicional. Explicou que a função do jornalista é reportar o todo, independente de suas opiniões. 

No entanto, analisa que alguns profissionais acabam se atendo à sua visão de mundo ao fazer seu trabalho. Isso compromete a informação e a qualidade do debate público: 

O também professor não acredita que exista uma tendência de que isso mude, o que o preocupa em relação ao futuro da profissão. Ele atribui parte da situação à falta de professores que inspirem os alunos:  

Afirma também que o curso é, muitas vezes, a última opção dos estudantes, o que pode acabar afastando potenciais talentos da carreira. 

Uma perspectiva diferente pode ser concluída ao analisar a relação candidato vaga da Fuvest: em 2024 haviam 15,4 candidatos para cada vaga no curso de jornalismo da instituição. 

Seleções de profissionais na área realizadas por empresas de grande porte chegam a contar com centenas de participantes. 

Qual a função de um jornalista?

O jornalista deve  ser um porta-voz da sociedade, refletindo verdadeiramente as preocupações e necessidades do público. 

De acordo com a Associação Brasileira de Imprensa, em 2021 existiam 38.926 no país. Essas pessoas estão distribuídas em 14.444 veículos* de notícias espalhados pelo Brasil. 

  • *Dados disponibilizados pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji);

Dada a importância do tema, Cauti convidou as pessoas a refletir sobre o papel da mídia na formação da opinião pública, bem como a importância de um jornalismo que realmente represente a diversidade de vozes na sociedade.


*brasilparalelo

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