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Peça ajuda antes que a solidão se torne uma doença
Se você não é do tipo que se inquieta e se angustia quando fica sozinho, aproveite esses momentos de introspecção e tranquilidade. Entretanto, preste atenção em sua vida social: você sai cada vez menos e não se relaciona com quase ninguém? Estudos mostram que a solidão é tão nociva quanto doenças como hipertensão e diabetes. O período após a aposentadoria pode ser desafiador, ainda mais se a pessoa vive só.
Se a rotina do trabalho não existe mais, é preciso criar novas conexões sociais que substituam as anteriores, principalmente se os laços familiares não forem fortes, ou se os filhos morarem longe. Mesmo para indivíduos que se mantêm ativos, às vezes a sensação de vazio bate forte. Nesse caso, não guarde para si essa dor: telefone para os amigos, para os parentes, para os filhos e não deixe seu sentimento invisível, nem se envergonhe dele. Pode ser o primeiro passo para resolver o problema.
Crianças optam pela forma mais simples de aproximação: “quer brincar comigo?”, ou “quer seu meu amigo?”. Elas mostram que a solidão não é inevitável, mas vai ser necessário que você se empenhe. Afinal, de acordo com uma pesquisa realizada na Universidade do Kansas, duas pessoas precisam de 90 horas de convivência para se tornarem íntimas. Em entrevista ao jornal “The Guardian”, a psicóloga Linda Blair afirmou: “uma amizade se forma, basicamente, a partir de experiências compartilhadas”. Elas são mais frequentes na infância e na juventude, mas é possível cultivar esses laços – desde que você saia em busca deles. As redes sociais podem ajudar, mas não substituem a interação humana. Aqui estão algumas sugestões para deixar o casulo:
• Mapeie as atividades que seu bairro tem a oferecer ou use a internet para achar grupos com os mesmos interesses. Você também pode frequentar cursos que, além de ampliarem seus conhecimentos, possibilitarão o convívio com gente desconhecida.
• Veja com outros olhos lugares que já frequentava: se antes não tinha vínculos com eles, talvez seja a hora de avaliar como ampliar sua participação nesses locais. Pense na pracinha onde leva seu cachorro para passear e a academia de ginástica como pontos de encontro.
• Ache um propósito: algo que lhe dê prazer e traga significado para sua vida. Tornar-se voluntário (a) é uma oportunidade de se sentir útil que normalmente traz muita gratificação. Você ainda pode transformar um hobby em pequeno negócio, aumentando seus rendimentos.
• Considere a possibilidade de compartilhar moradia: você pode ter um quarto sobrando em sua casa e pode alugá-lo para um conhecido (a) ou estudante. Além da renda extra, não estará só o tempo todo.
• Não tenha medo de se reinventar. Com frequência achamos que estamos velhos demais para novas experiências – esse é o primeiro preconceito a ser descartado.
G1 Bem Estar
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