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Em plena seca, famílias de Pernambuco mantêm plantação verde com ‘bioágua’
No Sertão de Pernambuco, Manoel e Maria Gercília produzem acerola, goiaba, banana, pinha e romã apesar dos quase cinco anos de estiagem na região. A família, que reside na comunidade de Sítio Santa Fé, na Zona Rural de Santa Filomena, uma das 36 cidades pernambucanas em estado de emergência pela seca, tem conseguido manter o verde da plantação graças ao sistema de ‘bioágua’, uma tecnologia que reaproveita as ‘águas cinzas’, usadas no chuveiro e na pia da cozinha, para a irrigação de plantas frutíferas e hortaliças.
Segundo Manoel, é o sistema que mantém a plantação viva.
Começou em 2014. Eu achava difícil, mas depois de montado, eu vi que era mais fácil. O biágua é uma ajuda boa, conseguimos plantar umas goiabas, pinha, romã e acerola. A gente vende e dá uma renda. Se não fosse o biágua, não sei como a gente estava passando com essa seca
O sistema do biógua funciona de forma simples: a água que é utilizada pela família no banheiro e na pia da cozinha é canalizada para uma caixa de coleta de gordura. Em seguida, a água da caixa é direcionada para um cano em formato de ‘garfo’. A sujeira é decantada, e a água goteja em um primeiro filtro com um metro de profundidade e um metro e meio de diâmetro. O filtro possui cinco camadas de materiais diferentes :pedras, cascalho de pedras, areia, pó de serra, húmus de minhoca e carvão. Depois de filtrada, a água segue para o segundo tanque, que tem um motor que bombeia o líquido para as mangueiras que irrigam a plantação.Durante o período da seca, muitas famílias deixam de produzir porque não tem água. O bioágua dá condição de que elas aproveitem a água que naturalmente elas já usariam
A expectativa é que agora seja adaptado um grande bioágua na Escola Rural Ouricuri , e que 414 alunos possam se beneficiar com as hortaliças irrigadas pela água do sistema. A implantação já aconteceu em 2015, mas o equipamento precisou de mudanças por causa da grande produção de água do local.Nós usamos por uns seis meses, mas começou a surgir problema por por conta da produção de água excedente. Agora, a gente está repensando [o sistema] com a ONG Caatinga para que ele volte a funcionar
relata a gestora da escola, Ana Paula da Silva.
Quando se fala em tecnologia, as pessoas pensam em celular, em computador, mas essa é uma tecnologia de captação, tratamento e reúso de água cinzas
explica o professor Joseilton Texeira Salviano, que participa da implantação do bioágua.
São produzidos em torno de 300 litros de água por dia. A caixa [de gordura do sistema] não comportava essa produção, então a gente quebrou e desativou para fazer adaptações
Ele defende que a tecnologia é viável para o semiárido nordestino.
Nós moramos em uma região em que a precipitação é muito abaixo da média nacional. Aqui chove entre 600 e 900 milímetros quando é um ano bom. E como isso não vem acontecendo na nossa região, reaproveitar qualquer água que você tem é viável. E ainda a gente utiliza para produzir hortaliças que podem ser usadas na alimentação das crianças. É importante fazer que toda a família tenha uma estrutura dessa em sua casa.
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